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A (RE)PRODUÇÃO DE CUIDADO E VIDA NAS ATIVIDADES DE OFICINAS TERAPÊUTICAS, DE TRABALHO E RENDA NA SAÚDE MENTAL: UM ESTUDO COM O ENFOQUE DA PSICOLOGIA DO TRABALHO
Eneida Silveira Santiago, Ana Cláudia Barbosa Silva-Roosli, Silvio Yasui, Maiango Dias

Última alteração: 2012-08-22

Resumo


A parceria entre Saúde Mental (SM) e Trabalho está presente em toda história da psiquiatria. A sociedade capitalista utilizou e utiliza a aptidão ou inaptidão para o trabalho não apenas como um dos elementos para a definição de “normalidade”, mas, também, como estratégia de tratamento. Nesta perspectiva, pode-se encontrar uma posição curativa e, mais recentemente, uma proposta diferenciada defendida pela Reforma Psiquiátrica que considera, além do fazer/produzir, a construção de significação no trabalho como crucial para a subjetividade. Este sentido está presente nas oficinas terapêuticas que buscam valorizar a singularidade, ao não anular as diferenças. O objetivo deste trabalho é o de refletir sobre a relação entre Atenção em SM/Trabalho. Inicialmente apresenta-se três teses, a partir das quais esta relação se constrói históricamente: 1 – O Trabalho como instrumento de evitar a ociosidade retornando à sociedade de forma produtiva; 2 – O Trabalho como prática curativa, a partir da prescrição médica; e 3 – O Trabalho como estratégia de cuidado e inserção social. A seguir, discute-se algumas questões sobre oficinas terapêuticas e de geração de renda na atenção em saúde mental como dispositivo de atenção e de inclusão social.



Palavras-chave


POLÍTICAS PÚBLICAS; GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA; SAÚDE COLETIVA E MENTAL

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