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Tempos de mudança e aprendizado nas organizações: reflexões a partir da obra “A quinta disciplina” de Peter Senge
Jorge Cardoso, Mérly Luane

Última alteração: 2012-08-05

Resumo


O momento histórico presente tem sido cada vez mais caracterizado por mudanças nos mais variados níveis e setores da sociedade: econômico; político; tecnológico; ideológico; religioso; científico; entre outros.

A globalização, o incremento tecnológico, a digitalização, a desregulamentação do trabalho, o desaparecimento gradual do emprego fixo e a privatização em larga escala são alguns dos fatores apontados como responsáveis pela rapidez e magnitude sem precedentes dessas transformações (Bauman, 1998). Nesse contexto, organizações e pessoas são praticamente obrigadas a recorrer a diversos recursos para se adaptarem e se manter no mercado. A aprendizagem nas organizações é apontada por Lima (2002) como um dos mais desafiadores e importantes desses recursos.

De acordo com Lara (2004, p. 27) “na era pós-industrial, o sucesso das empresas situa-se mais em suas capacidades intelectuais e sistêmicas do que nos ativos físicos”. É nesse cenário que a habilidade de aprender das organizações ganha importância e destaque entre os pesquisadores e profissionais da área organizacional.

A aprendizagem organizacional tem sido vista como fator diferencial e, inclusive, como capaz de determinar a sobrevivência ou o desaparecimento de várias empresas do mercado. Esse trabalho objetiva discutir as cinco características apontadas por Senge (2006) como as disciplinas fundamentais para o desenvolvimento do que o autor denomina learning organizations, ou seja, organizações que aprendem. A importância de tal discussão nesse contexto de transformações velozes e de economia globalizada foi apontada por Drucker (1999) ao discutir sobre os desafios que são constantemente lançados aos administradores contemporâneos.

Para conduzir a investigação acerca da sociedade e da subjetividade contemporânea no que concerne ao fenômeno de aprendizagem organizacional, pautamo-nos no método de abordagem dialética (Lakatos & Marconi, 1989) que compreende o homem enquanto construtor da cultura por meio de sua atividade material (o trabalho) ao mesmo tempo em que o considera o sustentáculo subjetivo da realidade objetiva na qual está inserido. A opção por esse método de abordagem deve-se à visão de homem que permeia esse estudo, a saber: a de que o homem é o produto e o produtor da Cultura no meio em que vive (Leontiev, 1978). De tal forma, como afirma Guinsberg (1994), “[...] cada marco social e histórico concreto determina y/o influye en las características también concretas de los modelos de subjetividad predominantes [...]” (p. 2, grifo do autor). Destarte, percebemos que cada momento histórico, além de determinar/influenciar o modelo de subjetividade, também dele precisa para se sustentar.


Palavras-chave


Aprendizagem organizacional: desenvolvimento organizacional, cultura organizacional

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